sexta-feira, 28 de agosto de 2009



Foram-se os dias das patricinhas, dos góticos e neo-hippies. A nova tribo que está tomando conta das ruas das grandes cidades brasileiras são os emos. O nome vem de emotional hardcore, vertente do punk que mescla som pesado com letras românticas. Mas o que distingue os emos não é só a música, e sim as atitudes. Eles têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, são capazes de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty. Não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual. ‘Os emos têm um estilo de vida compatível com minha sexualidade. São menos preconceituosos’, diz o paulistano Rafael Adami, de 15 anos, que afirma já ter namorado meninos e meninas. ‘Gosto de meninas, mas isso não me impede de achar o estilo de outro cara legal’, diz o gaúcho Douglas Palhares, de 17 anos. ‘Nossa sociedade é discriminadora.’
O gênero emocore nasceu em Washington, na década de 80, para designar bandas que tocavam letras introspectivas, com batida pesada. Hoje, as principais são Good Charlotte, The Used e My Chemical Romance. ‘É uma vertente do hardcore, por sua vez fruto do punk. Mas os punks têm letras políticas, enquanto as composições emos falam do que os adolescentes sentem’, diz Marco Badin, dono da casa noturna Hangar 110. Essa é a chave do sucesso do emocore. Emos são expansivos. Gostam de trocar elogios, abraços e beijos em público. Ainda que não tenham um relacionamento, amigas emos se chamam de ‘maridas’. ‘As pessoas precisam cada vez mais dizer e ouvir um ‘eu te amo’. De nada vale ser o fortão’, diz o jovem emo Rafael.
Esse tipo de comportamento tem alarmado muitos pais. ‘Estranhei quando ele começou a pintar os olhos e as unhas’, diz Dalva Bonfim, mãe de Rafael, que afirma ser bissexual. ‘Fiquei deprimida quando ele me contou. Mas, mesmo sem aceitar, respeito a opção dele.’ Também há um enorme preconceito contra a tribo. Não é incomum que os emos sejam insultados ou até agredidos por outros jovens. Na Galeria do Rock, em São Paulo, onde se reúnem às sextas-feiras, são freqüentes arrastões em que a garotada, perplexa, é expulsa do local a tapas por punks mais velhos – supostamente, a inspiração dos emos. ä Os próprios donos das lojas desconfiam da presença infanto-juvenil, dizem que os emos espantam fregueses. Na escola, a discriminação também é forte. Um adolescente emo de um tradicional colégio paulista foi alvo de agressão dentro da escola depois de publicar no Orkut uma foto em que beijava um colega. Teve de sair da escola e hoje está em intercâmbio na Europa. ‘Na rua, tem gente que me chama de sapatão’, diz a emo Laura Battaglia, de 14 anos. Os comentários mais maldosos ficam para os meninos. ‘Já disseram que eu era gay e me chamaram de emocinha’, diz Bruno Tonel, de 17 anos, de São Paulo.Ele diz namorar uma garota emo e afirma não se importar em ter amigos sexualmente flexíveis.
Para Regina de Assis, doutora em Educação pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. ‘A atitude dos emos irrita outros jovens porque eles não temem os sentimentos, enquanto a maioria dos adolescentes busca afeto optando pela agressividade’, diz. Há várias comunidades no Orkut dedicadas a atacar os emos. Os nomes de algumas beiram o bizarro, como ‘Hitler também era emo’. Alguns fãs de música emocore afirmam que existem muitos ‘paraguaios’ – gíria usada pela turma para caracterizar aqueles que se fazem passar por emos sem entender nada da cultura. Muitos nem gostam da música, mas adotam as mesmas roupas e acessórios.
Confira algumas das características da tribo:
Gostar de música emocore. O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes Viver na internet e no Orkut. Todas as bandas emo brasileiras colocam suas composições em sites Ser emotivo. Os emos choram ouvindo músicas que falam de amoresperdidos e rejeição dos pais Dar demonstrações explícitas de carinho. Meninos e meninas se beijam, se abraçam em público, seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo Aceitar a opção sexual do outro sem preconceitos Criticar pessoas violentas. Bater é altamente reprovável entre os emos Escrever diários, poesias e músicas. Isso vale para meninas e meninos Usar roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. Meninas e meninos usam rosa Usar cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual Não curtir drogas Lutar por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar.
Saiba quais são as roupas e os acessórios desses adolescentes
É facílimo identificar um emo, mesmo que você nunca tenha ouvido falar neles. A marca registrada está no cabelo, com franja usada em cima dos olhos, somente de um lado do rosto. O visual é a própria contradição da adolescência. “Ao mesmo tempo que demonstram rebeldia, que aparece no preto, têm também uma vontade de se manter na infância, daí os ícones infantis”, afirma a jornalista de moda Lilian Pacce.
ANOS 80 O tênis nacional Mad Rats faz sucesso nos pés dos emos.
REBITE Os cintos são usados por meninos e meninas.
WILMA FLINTSTONE Colares e pulseiras são inspirados na personagem.
BUTTONS Os emos adoram usar broches em bonés e mochilas.
INFANTIL A camiseta mescla rebeldia com um desenho fofinho.
Como outras tribos adolescentes, os emos têm linguagem própria:
Diminutivos – Trocam amor por amorzinho, lindo por lindinho, cão porcãozinho, e por aí vai Internetês – Conversam trocando letras e assassinando a gramática.“Sabia que eu te amo?” se transforma em “Xabia q eu ti amu?” Paraguaios – Ou emos “posers”, que não gostam da música, mas se vestem com as mesmas roupas da tribo “Oi, lindo!”, “Oi, linda!” e “Que meeeigo!” ou “Que fooófis!!!”, “Ela é minha marida” são os termos mais usados pelos emos

terça-feira, 28 de julho de 2009

APENAS DIGO ISSO!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ah!o amor!!!!!!!!!

Gente é tão bom se apaixonar,não é?Ainda mais quando é correspondido,agente fica tão besta.
Quando nos apaixonamos queremos empresionar aquela pessoa de qualquer jeito,quer ficar bonita pra empresinar e fazer com que aquela pessoa olhe pra vc.Não como amigo(a)mais sim como mulher.



sexta-feira, 17 de julho de 2009



Não sei porque eu gosto de tirar foto assim,tipo eu não gosto de tirar do rosto ou de frente,eu só gosto de tirar da fraja ou um lado que não mostre o rosto.Não é que eu seja feia(quer dizer,eu acho que não),mais eu acho muito comum.

Por eu tirar foto assim,já me chamaram de emo,tipo,ás vezes eu gosto,porque eu também me acho uma emo.Nada contra,porque eu acho os emos super estilosos,quem dera eu fosse uma.

como pintar o cabelo


Harajuku



Tipo elas são de mais,se ventem super bem,além disso tem uma criatividade enorme.Tipo e as presilhas super fofas.

E numa região chamada Harajuru que todos os domigos,cerca de mil adolecentes,se reúnem para desfilerem figurinos que parecem ter saído de mangás ou de lojas de brinquedos.Por lá de,circulam diferentes estilos e tribos,que fiseram esse bairo japônes ficar famoso ao redor do planeta.As ruas de Tóquio,especialmente nessa região ganharam a fama de "a maior passsarela do mundo a céu aberto",já que o grande objetivo de quem trafega por lá é chamar a atenção,criar tendências e chocar as pessoas discretas que circulam ali.

Os Harajukus, como é chamado essa tribo, atraem turistas, jornalistas e fotógrafos. Este estilo de se vestir já inspirou artistas, cineastas, cantores e estilistas dos mais diferentes países.
Exagero? No primeiro momento essa é a impressão. Mas, não. É apenas uma tentativa desesperada de alguns jovens japoneses, entre 13 e 19 anos, de individualmente, se diferenciarem.Não é um movimento, pois nunca teve uma ideologia. São apenas adolescentes que começaram a se vestir de forma diferente, com looks mais over (influenciados pelas culturas cyber, punk, e de anime), muita sobreposição de peças, roupas e acessórios adquiridos em brechós e elementos da cultura japonesa. Essa era a "paixão" dos Harajukus ou Fruits, como também ficaram conhecidos: se montar para atingir um alto grau de diferenciação.